Foto: Evangelista Rocha

A Prefeitura Municipal de Marabá, por meio do Departamento Municipal de Trânsito e Transporte Urbano (DMTU), está preparando um leilão de veículos retidos no pátio da empresa Puma, terceirizada que toma conta dos bens apreendidos, localizada na Avenida Sororó, Bairro Liberdade.

De acordo com o Jair Guimarães, secretário Municipal de Segurança Institucional (SMSI), já foi realizado o levantamento do número de veículos – motos e carros – a serem leiloados. “Em cerca de 30 dias deverá ser lançado o evento”, comentou.

Há aproximadamente um ano o pátio de retenção foi transferido da Folha 17, na Nova Marabá, para o Bairro Liberdade. Conforme o secretário, a mudança se deu após a privatização do serviço e está garantindo maior segurança aos bens recolhidos. No início da gestão, em 2017, havia em torno de 2.400 veículos no pátio.

A melhor coisa que poderíamos fazer seria terceirizar o pátio, pois com uma licitação legítima e bem-feita, a empresa vai administrar. A PMM ficou com 20,03% do contrato e a empresa com o restante”, explicou

Conforme o contrato, diz, a empresa precisa garantir 40 mil metros quadrados, cercados e com vigilância 24 horas, além de ter o compromisso de ressarcir veículos ou peças desaparecidas. Devido à falta de segurança, diversos casos de motos e peças roubadas foram registrados no pátio anterior ao longo dos últimos anos.

Além disso, a Puma também faz a remoção dos veículos, tendo que manter quatro guinchos, com disponibilidade integral. “Se você analisar, o trabalho do DMTU fica mais eficaz uma vez que hoje podemos preparar operações com quatro guinchos à disposição 24 horas para atender. A frota da cidade hoje é de mais de 660 veículos”.

O diretor do DMTU, Jocenilson Silva, destaca que a intenção do órgão não é que o veículo apreendido vá a leilão e uma solução é chamar os proprietários para que procurem o órgão para resgatar o bem.

Hoje o estado, através do Detran, oferece ferramenta para quem está com débito. Está parcelando em até 12 vezes o débito. Então sugerimos que o proprietário vá ao Detran, regularize e retire o veículo”.

Jair Guimarães explica que que o proprietário que tiver o bem leiloado não está livre da responsabilidade por ele. “Vai para leilão e se for leiloado e sobrar uma quantia ele (proprietário) é notificado para receber, mas o contrário também acontece. Se faltar em débito ele vai ter que pagar e pode ser negativado pela dívida ativa da União”.

Destaca, ainda, que leilão também não é uma solução para quem quer abandonar ou depredar o próprio veículo. “Nem queimar seu veículo resolve. Para ser dada a baixa só há um jeito: ou vai a leilão e o órgão responsável toma conta para dar baixa ou então a pessoa em posse do chassi e placa vai ao Detran e faz o processo”, finalizou.

Luciana Marschall Correio de Carajás – com informações de Evangelista Rocha

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