Eliene Soares (MDB) apresentou duas proposições na sessão ordinária da Câmara Municipal de Parauapebas desta terça-feira (28) voltadas para o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus no município.
Plantões
Na Indicação nº 113/2020, a vereadora sugeriu ao prefeito Darci Lermen a quebra da regra do teto de 12 plantões mensais estabelecido pela lei de plantões para os profissionais de saúde que estejam atuando no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus.
A ideia é que os profissionais possam realizar quantos plantões forem necessários, para além dos 12 estipulados por mês, de maneira a cobrir ausências de colegas que se afastem por motivos de saúde ou para fazer frente ao surto de atendimentos, que tem aumentado consideravelmente em razão dos casos da covid-19, que está em franca transmissão comunitária na cidade”, explicou.
Eliene ressaltou ainda que a proposição não visa promover o aumento de despesas com pessoal, mas sim, investir, ao menos enquanto durar a pandemia, na permanência e na motivação dos trabalhadores mais experientes da saúde pública, que estão lutando nessa guerra.
Solicito ao Poder Executivo que, por meio da Secretaria Municipal de Saúde [Semsa], haja vista a importância de seus profissionais plantonistas, abra exceção para aqueles com importância comprovadamente justificada, para que extrapolem o limite máximo de 12 plantões mensais, sempre que houver necessidade e alguém interessado”, destacou.
Contratação
Em seguida, Eliene Soares propôs, por meio da Indicação n° 114/2020, a contratação prioritária e urgente de profissionais médicos intensivistas, com a finalidade de atuar em casos graves da pandemia do novo coronavírus.
Segundo a vereadora, em Parauapebas há apenas um profissional intensivista atuando na saúde pública, situação estarrecedora para o enfrentamento da covid-19, tendo em vista que é uma especialidade imprescindível à vida daqueles pacientes que precisam ficar mais de 24 horas internados, sobretudo, em ambiente de Unidade de Terapia lntensiva (UTI).
Esta falta de profissional habilitado a lidar com pacientes graves e com internação em UTI pode acabar custando mais caro social e moralmente ao município do que o salário de um médico. Hoje, no atual cenário por que passa a saúde pública brasileira, um intensivista é cotado a peso de ouro. Mas, independentemente do valor, o custo-benefício para a saúde pública é incomensurável e, por essa razão, solicito ao Poder Executivo que contrate urgentemente médicos intensivistas para formar equipes e cuidar dos pacientes graves da covid-19 e de outras morbidades que eventualmente apareçam e exijam a atenção especializada desses profissionais”, enfatizou Eliene Soares.
Aprovação
As duas indicações de Eliene Soares foram aprovadas por unanimidade e serão enviadas para que o prefeito Darci Lermen analise a viabilidade de colocá-las em prática.
Texto: Nayara Cristina / Revisão: Waldyr Silva / Fotos: Kleyber de Souza (AscomLeg)