Foto: Divulgação Polícia Civil DF

Uma técnica de enfermagem do Distrito Federa, de 36 anos, foi detida, na tarde desta terça-feira (9), por ter cometido diversos estupros contra um paciente de 54 anos que sofre de esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença degenerativa. O homem não movimenta nenhum membro e denunciou o caso com ajuda de um equipamento que faz leitura óptica.
A técnica de enfermagem prestava serviços à família da vítima, que é servidor público aposentado, há três anos. Segundo a denúncia, ela teria começado a abusar sexualmente do homem entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019.
A mulher foi presa dentro da própria casa, em Ceilândia, no Distrito Federal, durante cumprimento de mandado de prisão expedido pela Justiça.
Por causa da doença degenerativa, o homem não movimenta nenhum membro, não fala e é alimentado por sonda, de acordo com informações repassadas pelo delegado Maurício Iacozzilli, da 23ª Delegacia de Polícia (P Sul), ao portal Metrópoles.
Os estupros aconteciam durante a noite. Ela não dava o remédio que ajudava a vítima a dormir e praticava os abusos. Ela fazia sexo oral nele, o masturbava, o beijava na boca e colocava a mão dele nas partes íntimas dela”, relatou o delegado.
A família descobriu os abusos após o filho da vítima, um jovem de 18 anos, instalar um computador que permite a digitação de palavras por meio do movimento dos olhos.
A primeira coisa que ele fez quando a família instalou o equipamento foi denunciar a técnica em enfermagem”, afirmou Iacozzilli.
Como não houve flagrante, a cuidadora respondeu ao processo em liberdade. Agora, com a decretação da prisão preventiva, permanece à disposição da Justiça até o julgamento do caso ou decisão favorável que a coloque em liberdade. A pena prevista para estupro de incapaz pode chegar a 15 anos de detenção.
A mulher havia sido contratada por uma empresa de homecare e foi demitida após o surgimento das denúncias. Aos policiais que colheram o depoimento dela, a técnica em enfermagem negou os abusos.
A vítima, contudo, os confirmou em depoimento prestado em casa, com ajuda do computador usado para se comunicar com a família.
Com informações do portal Metrópoles

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