O número de vítimas do professor Dailson de Jesus Freitas Viana pode ser ainda maior, segundo a conselheira tutelar que recebeu a denúncia, Gardenha Martins. Ele é acusado de abusar sexualmente de pelo menos três alunas da escola onde trabalhava, em Parauapebas.

Dailson de Jesus Freitas Viana é acusado de abusar sexualmente de pelo menos três alunas da escola onde trabalhava, em Parauapebas – Foto: Rede Social

O professor que faz parte da rede de educação infantil do município foi preso na manhã da última segunda-feira (19). As vítimas, segundo a Polícia Civil, eram meninas na faixa etária de oito anos.
Em outubro nós já tínhamos recebido a primeira denúncia contra o professor. O diretor da escola foi orientado a entrar em contato com a Secretaria de Educação. Desta vez, três meninas entre 8 e 9 anos foram identificadas. Outras mães começaram a pressionar as filhas e conversar com elas, e acabaram confidenciando o que ele fazia, das ameaças que sofriam”, revela a conselheira tutelar.
Os abusos, segundo a conselheira tutelar, aconteciam dentro da sala de aula e eram presenciados por outros alunos.
A fala das crianças é muito contundente. O crime de violência sexual é baseado nas falas das vítimas, no que foi relatado, crianças da idade delas não teriam conhecimento de tudo o que elas revelavam. Os abusos ocorriam dentro da sala aula, na frente de outras colegas. Colocava uma no colo, passava a mão. Todos os alunos de certa forma acabavam presenciando tudo”, conta Gardenha.
Segundo a conselheira tutelar, o número de vítimas pode aumentar no decorrer das investigações. “Há suspeitas de outras vítimas. Segundo uma das mães, há mais vítimas sim. As crianças agora vão passar pelo IML e vai prosseguir as investigações. Entramos para dar suporte as famílias”.
Em nota, a Secretaria Municipal de Ensino não confirmou o afastamento definitivo do docente, mas informou que foi aberto um Processo Administrativo Disciplinar para apurar o caso. A secretaria também informou que está fornecendo apoio psicológico as vítimas. O suspeito continua preso.
Reportagem: DOL

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