Três operações que retiraram ligações clandestinas e gambiarras instaladas nos municípios de Marabá, Jacundá e Redenção foram concluídas durante os trabalhos de recuperação de energia realizados nas regiões sul e sudeste do Estado. Estas instalações são feitas à revelia do sistema de medição da empresa, oferecendo sérios riscos à população. Em Jacundá, os trabalhos de regularização ocorreram em um antigo sítio próximo ao aeroporto, que estava com as instalações elétricas ligadas diretamente na rede de baixa tensão, o que, por lei, é considerado furto de energia.
Em Marabá, sudeste do Estado, as equipes atuaram na retirada de gambiarra em um acampamento, localizado no quilômetro 56, sentido Eldorado dos Carajás. O local já estava sendo monitorado há algum tempo, pois as instalações haviam sido realizadas de maneira precária pela própria população, o que representava um risco para os próprios moradores em razão de cabos inadequados e postes de madeira, que são materiais altamente inflamáveis em caso de um curto-circuito. Dois transformadores de energia, instalados pelos próprios moradores, foram apreendidos pela Polícia Militar que acompanhou a operação.
Já em Redenção, os trabalhos foram feitos na zona urbana. Durante a ação, dois clientes foram autuados pela Polícia Civil em razão das ligações à revelia identificadas no local, sendo que ambos estavam com a energia suspensa no sistema da empresa. Em um dos casos, o desvio de energia estava embutido no telhado do imóvel. O artifício encontrado permitia que 100% do consumo deixasse de ser registrado pela concessionária. Os consumidores eram reincidentes nesta prática e seus débitos já ultrapassavam R$25 mil.
De acordo com o executivo de recuperação de energia, Uziel Mendes, a ligação clandestina gera não só riscos, como também prejuízos. “O principal fator negativo está relacionado a segurança. Somente equipes da Celpa estão habilitadas a acessar a rede de energia, utilizando equipamentos que são adequados para estas funções. Uma pessoa que não tem conhecimento técnico pode colocar não só a vida dela, como a de outras pessoas, em risco. Além disso, as ligações clandestinas causam prejuízos a qualidade do fornecimento, o que pode ocasionar curtos no imóvel, queimando equipamentos”, destaca.
Os clientes clandestinos são aqueles que possuem rede elétrica na sua rua, mas se ligam à rede da Celpa de forma irregular, sobrecarregando o sistema e causando riscos para o restante da população. Já os habitantes de áreas de gambiarra não têm acesso a rede elétrica regular da concessionária, e muitas vezes estão ligados em redes extremamente precárias, sem qualidade e segurança, construídas com diversos tipos de materiais inadequados, como madeiras e arames. Sobre o assunto, o executivo Uziel Mendes ressalta que “para a Celpa é muito importante regularizar esse cliente, que passa a ter energia de qualidade, conforto, garantindo o funcionamento dos seus eletrodomésticos de maneira segura e sem riscos. É uma preocupação nossa localizar esses clientes e orientá-los sobre a necessidade de buscar a regularidade junto à Celpa”, destaca.
Furto de energia – Ao longo deste ano, novos municípios serão alvos desta operação. Em 2018 foram registrados mais de 237 mil de furtos de energia. A prática é crime e nos termos do artigo 155 do Código Penal Brasileiro, a pena pode variar entre 01 e 04 anos de reclusão, acrescida de multa. Os clientes podem fazer denúncias sobre este tipo de ligação por meio dos canais de atendimento da Celpa, como o site www.celpa.com.br, a Central de Atendimento 0800 091 0196 ou, presencialmente nas agências.
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