Ambos os acusados foram autuados em flagrante por tentativa de homicídio (Google Street View)

Antes de saírem após cumprirem medidas socioeducativas, Rafael Moreira e Wanderson Farias dos Santos, ambos de dezoito anos recém completados, resolveram aterrorizar outros internos e funcionários do Centro de Internação do Adolescente Masculino (CIAM) , no sudeste paraense. Por volta de meia-dia do último domingo (18), os jovens tentaram ferir monitores do Centro com armas improvisadas (estoques) e um blocos de pedra, além de tentarem arrombar uma grade de uma das celas para matar os adolescentes que estavam dentro.
Segundo o relato de um professor, ele tentava realojar os internos em suas celas após o fim da aula quando foi empurrado no portão. Nesse momento, Rafael saiu com um pedaço de rodo de metal, afiado a ponto de virar uma arma, e Wanderson se armou com um pedaço de vergalhão, pronto para atacar um monitor. Eles ameaçavam também matar os funcionários caso não conseguissem fugir do local, além de lançar pedras para dentro de celas fechadas, tentando atingir os adolescentes que estavam presos.
Segundo as testemunhas, os dois jovens gritavam que queriam matar os “jacks“, gíria usada para aqueles acusados de estupro. Após as agressões, ameaças e xingamentos, os jovens começaram a tentar escalar o muro da unidade para fugir.
O caos instalado no CIAM só foi contido com a chegada do Grupo Tático Operacional (GTO) da Polícia Militar, acionado para tentar resolver a situação. Quando os policiais chegaram e conseguiram controlar o tumulto, realizaram uma revista nas celas de Wanderson e Rafael, onde encontraram vários objetos cortantes e armas artesanais, fabricadas principalmente com hastes de matais arrancadas dos beliches. Depois de contidos, ambos os acusados foram conduzidos para a 21ª Seccional Urbana de Polícia Civil, onde foram autuados em flagrante por tentativa de homicídio e estão à disposição da Justiça.
Reportagem: ORM

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