Foto: Evangelista Rocha

As polícias Civil e Militar isolam neste momento, em um local de pouco movimento do Bairro Delta Park, em Marabá, a caminhonete na qual o engenheiro Evandro Werner Campelo Farias desapareceu na manhã de ontem, segunda-feira (16). A equipe de reportagem está no local.
O veículo está ligado e com as portas trancadas por dentro. Há vestígios de sangue e o corpo está caído de lado.
As polícias aguardam a chegada da equipe do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves para que a caminhonete seja aberta e removido o corpo, que será encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde a necropsia irá determinar oficialmente a causa da morte.
O desaparecimento dele teve grande repercussão em Marabá desde o início da manhã desta terça, uma vez que o engenheiro era bastante conhecido na cidade.
A companheira dele, a advogada Liliane Costa, relatou à equipe de reportagem, na manhã de hoje, que ele havia saído da casa dos pais dela, em Rondon do Pará, por volta das 5h30 de segunda. Em uma van, seguiu para Marabá. Na cidade, passou no escritório dela pegar a caminhonete, depois no escritório dele e não foi mais visto. A última vez que ligou os telefones foi antes de embarcar.
Ele só falou que vinha trabalhar, nada fora do normal”, comentou ela, acrescentando, entretanto, que o marido vinha finalizando um tratamento agressivo de doença renal.Ele estava vindo de uma superação de problema renal muito difícil, tinha acabado de sair de hemodiálise, ele passou por um tratamento doloroso, desgastante, não era pra ele estar trabalhando, o médico não tinha liberado ainda, mas ele estava trabalhando aos poucos”, contou ela, ainda antes de ser localizada a caminhonete na qual ele estava.
Ela informou, ainda, que o homem estava fisicamente fragilizado, havia emagrecido 20 kg em menos de um mês e fazia uso de forte medicação. “O organismo dele está fragilizado”.
Reportagem: Luciana Marschall, Chagas Filho e Zeus Bandeira – Correio de Carajás

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