Erivaldo Mota se apresentou ontem à Polícia Civil e foi para a carceragem do Rio Verde/ Foto: Divulgação

Na tarde de ontem, segunda-feira (15), o até então foragido da Justiça o comerciante Erivaldo Mota Américo de Oliveira se apresentou à Polícia Civil da cidade de Parauapebas. Ele irá responder pelos crimes de sequestro, extorsão e associação criminosa junto com três policiais militares que já estão presos desde a semana passada. São eles: o soldado Wanderson Menezes Ferreira e os cabos Ivanilson Sousa Oliveira, de 36 anos, e Raimundo Roberto Pacheco de Freitas, também de 36.
O quarteto formava uma espécie de milícia, segundo informou por telefone o delegado Gabriel Henrique Alves, que investiga o caso e pediu as prisões dos acusados, junto com o delegado Felipe Oliveira Farias.

Delegado Gabriel Henrique pediu a prisão dos quatro acusados/Foto: Ronaldo Modesto

Na tarde de ontem, por volta das 17 horas, por telefone, o delegado Gabriel Henrique confirmou que Ivanilson havia se apresentado e naquele momento se encontrava fazendo exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) e sua prisão seria comunicada ao Poder Judiciário.
Perguntado se era possível dizer como funcionava o esquema do qual Ivanilson e os três PMs são acusados, se era algo parecido com o funcionamento de milícias, o delegado foi categórico. “Pode considerar, pois se reuniram para extorquir pessoas”, disse o delegado, por telefone.
O policial confirmou também que foi pedida, ao Poder Judiciário, a transferência dos policiais para o Centro de Recuperação Especial Coronel Anastácio das Neves (Crecan), unidade da Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe) para servidores públicos, que fica em Santa Isabel. Agora a decisão pela transferência depende de decisão da Justiça.
O CRIME
A “casa” dos acusados começou a cair ainda no mês passado (dia 14 de junho), quando o cabo Wanderson Menezes Ferreira foi apontado como integrante de um grupo que teria raptado quatro rapazes em uma praça de Parauapebas. Os jovens foram roubados e torturados. O cabo Wanderson foi reconhecido pelas vítimas na delegacia, justamente quando elas prestavam depoimento à Polícia Civil. A partir da prisão dele, os outros acusados foram caindo um a um.
Conforme divulgado em manchete de capa da última edição d jornal CORREIO, os policiais ficaram presos no quartel do 23º Batalhão de Polícia Militar de Parauapebas (23ª BPM). O cabo Ivanilson. Pacheco se apresentou na manhã da quinta-feira, dia 10, no quartel do 23º BPM.
Reporagem: Chagas Filho com informações de Ulisses Pompeu e Tina Santos – Correio de Carajás

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