Na noite de domingo (17), por volta das 22h30, na Folha 29 (Nova Marabá), uma mulher acionou o a polícia por meio do NIOP-190, para denunciar que um homem havia abandonado um bebê dentro de um saco de estopa no meio da rua. Quando os militares do Grupamento Tático Operacional (GTO) receberam a denúncia, foram até a casa do suspeito naquele mesmo bairro e deram voz de prisão a ele. O acusado foi identificado como Tiago Franco Amaral, que é militar do Exército.

Segundo o relato dos policiais, ao chegar à casa eles encontraram o imóvel com a porta aberta, bastante bagunçado e cheia de latas de cerveja pelo chão. Ali indagaram o acusado sobre o que havia acontecido com a criança. Tiago, aparentando estar embriagado, disse que alguém havia entrado em sua casa, pegado a criança e jogado no lixo.

Mas a mulher que encontrou o menino disse que a versão não era verdadeira, pois ela viu quando Tiago deixou o saco com o menino no meio da rua. Ela relata que pensou inclusive se tratar de um cachorro, mas quando abriu o saco se deparou com a criança nua e chorando bastante.

A mulher denunciou ainda que antes de chamar a polícia foi à residência do acusado para lhe entregar o bebê, mas Tiago teria dito que o filho não era dele. Diante da situação, a Polícia Militar deu voz de prisão ao acusado e o levou para a 21ª Seccional Urbana de Polícia Civil em Marabá para os procedimentos cabíveis.

Por outro lado, de acordo com informações repassadas pelo cabo Bahia, do GTO, a criança vítima de maus tratos seria filha do acusado. O que aconteceu foi que Tiago brigou com sua companheira, mãe do bebê, que saiu de casa e o deixou só com a criança.

Contatada pela reportagem, Seção de Comunicação do Exército explicou que o militar é lotado no 23º Batalhão Logístico de Selva e que a unidade já está tomando as medidas disciplinares. Maiores informações sobre o caso serão repassadas posteriormente pelo Exército.

A reportageml manteve contato também com o Conselho Tutelar da Nova Marabá para saber quais providências seriam (ou foram) tomadas em relação ao caso, mas o conselheiro Gilberto Soares dos Santos informou que o Conselho não tinha sido acionado neste caso.

Chagas Filho – Correio de Carajás

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