Foto: Josseli Carvalho

Foi identificado como Geova Santos Vitorino, de 22 anos, um dos assaltantes mortos na noite de ontem, quarta-feira (22), durante tentativa de assalto a um policial militar à paisana. O comparsa dele também acabou morto, mas ainda não foi identificado junto ao Instituto Médico Legal (IML), de Marabá, onde está o corpo.
Segundo registrado na 21ª Seccional Urbana de Polícia Civil, o policial chegava em casa por volta das 22 horas, no Bairro Belo Horizonte, Núcleo Cidade Nova, quando foi abordado por dois homens armados.
Ele havia acabado de entrar e ao sair do carro, relatou, um dos assaltantes apontou a arma em direção à sua cabeça e o mandou abrir novamente o portão. O policial, sob a mira da arma, diz que obedeceu à ordem e entregou as chaves do carro, o aparelho celular e o relógio aos assaltantes.
Quando o assaltante se distraiu e parou de olhar para a vítima, essa sacou a arma que portava e efetuou disparos contra a dupla. Os dois assaltantes saíram correndo da residência, mas um deles seguiu também atirando contra o militar. A vítima afirma que, para se defender, continuou também efetuando disparos.
Os assaltantes acabaram baleados e caíram em via pública, aproximadamente 100 metros um do outro. O policial afirma ter desarmado os dois, recolhendo de um deles um revólver calibre 38, com três munições intactas e duas deflagradas. Com o outro foi apreendido um simulacro de arma de fogo.
O militar diz ter percebido, ainda, haver um veículo próximo, com mais duas pessoas apoiando a ação criminosa. O veículo saiu assim que começou a troca de tiros.
Por fim, a vítima acionou a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas a dupla já estava morta quando a ambulância chegou. Em seguida se apresentou espontaneamente na Delegacia de Polícia Civil, onde registrou o caso e prestou depoimento.
PROCEDIMENTO
Conforme informou nesta manhã (quinta) o diretor da Seccional de Polícia Civil, delegado Vinícius Cardoso das Neves, foi instaurado inquérito para serem investigadas as circunstâncias do roubo e das mortes. A Polícia Civil tem prazo de 30 dias para se pronunciar sobre a conclusão.
Inicialmente, entretanto, observou que o militar agiu em legítima defesa, não se tratando de uma intervenção policial porque ele não estava de serviço.
Foi injustamente agredido por esses indivíduos que o abordaram no interior da residência e estavam armados. O policial – de forma legítima e lícita – sacou a arma de fogo e houve o embate armado. Felizmente o policial militar não sofreu nenhum dano à sua integridade física. Lamentavelmente os dois indivíduos que tentaram assaltá-lo foram mortos”.

Luciana Marschall – com informações de Elson Gomes – Correio de Carajás

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