Foto: Divulgação

Diógenes Samaritano, acusado de assassinar a companheira, Dayse Dyana Sousa e Silva, Parauapebas, no dia 31 de março deste ano, participou por meio de videoconferência de audiência na manhã de hoje, quinta-feira (23), para prestar depoimento no processo por feminicídio movido contra ele. O interrogatório, composto de aproximadamente 40 perguntas, entretanto, não muda muito os rumos do caso, uma vez que ele permaneceu em silêncio sobre o caso.
Além dele, o primeiro advogado que teve contato com Diógenes ainda no dia do crime e o acompanhou no momento da prisão também prestaria depoimento, arrolado como testemunha da Defesa, mas conforme o assistente de acusação, o advogado Ricardo Moura, ele usou o direito ao sigilo profissional.
Tratava-se do advogado que primeiramente teve contato com o acusado após a prática delituosa e por uma questão legal ele deve guardar sigilo sobre tudo o que foi confiado a ele enquanto advogado, por esta razão restou-se infrutífera a oitiva desta testemunha”, explicou.
Ainda conforme Ricardo Moura, foi frustrante o interrogatório do acusado, uma vez que todos estavam curiosos para saber qual seria a tese defensiva adotada. “De forma ardilosa e talvez estratégica ele usou o direito ao silêncio. Foram feitas inúmeras perguntas para ele, tanto por parte da juíza, quanto por parte do MP, quanto do assistente de acusação e também por parte do advogado de defesa, e a todas as perguntas Diógenes fez uso do silêncio, em todas elas ele respondeu que ficaria em silêncio por orientação dos advogados”, relatou.
Desta forma, o acusado não produziu novas provas, nem contrárias e nem favoráveis a ele. Ainda na audiência, o advogado Rodrigo Moura requereu que fosse feito laudo pericial complementar em relação aos vestígios de sangue encontradas nas partes interna e externa da casa.
O perito agora foi designado para dizer a quem pertence o sangue, se à vítima ou ao acusado. Em algumas semanas teremos esta resposta ao laudo e após ele ser juntado ao processo será aberto prazo para que o MP, a Assistência de Acusação e Defesa apresentem alegações finais. Após essa fase, que é o resumo do início ao final do processo, ele será remetido à juíza para que ela possa aferir e dar uma decisão, pronunciando ele ou absolvendo”, acrescenta.
Caso seja pronunciado, Diógenes será submetido ao Tribunal do Júri. “Pelas provas até então tanto o MP quanto a Assistência de Acusação estamos confiantes na pronúncia para que ele seja futuramente submetido a um Tribunal de Júri pela sociedade de Parauapebas. Nosso sentimento é de Justiça e é o que a gente preza. Estamos brigando juridicamente para que esta pronúncia ocorra o quanto antes”, finalizou o advogado.
A audiência foi realizada por meio de videoconferência porque o acusado está preso no Centro de Recuperação Especial Coronel Anastácio das Neves (CRECAN), na zona metropolitana de Belém.
Dayse Dayana foi jogada da janela do segundo piso da casa onde morava com Diógenes Samaritano. A primeira versão é de que ela teria caído ou se jogado, mas tão logo a perícia criminal chegou ao local e examinou o cadáver da vítima ficou constatado que ela havia sido jogada.
Luciana Marschall – Correio de Carajás

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