Moradores de Parauapebas e região, ficaram horrorizados com um caso de estupro contra uma criança de apenas 1 ano e oito meses foi na noite da última terça-feira (7). O principal suspeito do estupro, foi identificado como Deyvyd Renato Oliveira Brito, 31 anos de idade, padrasto do bebê, e que tinha como cúmplice, a própria mãe da vulnerável, identificada como Irislene da Silva Miranda, 28 anos, ambos naturais de Belém (PA) e já estão presos.
O crime foi descoberto quando uma técnica de enfermagem do Hospital Municipal de Parauapebas foi solicitado a realizar um atendimento de urgência a uma criança que acabara de chegar ao Hospital.
A mãe alegava que a criança brincava de pular na cama, e em certo momento caiu e bateu a cabeça no chão. Momento em que ela percebeu que a criança estava fraca e parecia estar desmaiada. Motivo este que levou a mãe a se preocupar e ir ao Hospital com a filha.
Ao tirar a fralda da criança, a técnica em enfermagem constatou varias lesões na vagina e ânus, o que levou a mesma a desconfiar que a criança havia sido abusada sexualmente.
Imediatamente a criança foi levada para a sala de sutura, onde foi constatado quem a mesma havia sofrido uma parada cardíaca e foi preciso uma equipe do SAMU fazer o procedimento de reanimação que durou mais de 20 minutos.
A Polícia foi informada do caso e uma médica aconselhou Irislene a falar a verdade, pois precisavam fazer uma tomografia do crânio da criança para terem um diagnóstico preciso.
Na sala, Irislene começou a contar aos policiais militares e profissionais de saúde que havia saído para comprar carne e ao chegar em casa, encontrou a criança no colo do padrasto. Ele a entregou e disse “vá lavar as partes íntimas dela porque está suja”. Ao dar banho na criança, a mãe percebeu que a mesma estava muito mole e neste momento o padrasto chegou a fazer massagem cardíaca para animar a mesma. Diante da situação, eles pediram ajuda a um vizinho para levá-los até o hospital.
A delegada Ana Carolina está à frente das investigações e já descobriu que o marido era acobertado pela mãe da criança.
Ainda durante a conversa com a médica, Irislene afirmou que essa não foi a primeira vez que o padrasto havia tido relações sexuais com a criança. “Todas as vezes que eu (a mãe), negava a ter relações sexuais com Deyvyd, ele fazia com a bebê. Ela sempre teve conhecimento dos atos, e inventou a história que a criança havia caído da cama Lara proteger seu parceiro” afirmou a delegada Ana Carolina.
O casal está à disposição da justiça. Deyvyd será acusado de tentativa de homicídio e dolo eventual, e Irislene também, por ter sido omissa esse tempo todo e não procurou a ajuda das autoridades.