Por telefone, Jaqueline negou que tenha sido presa, mas delegado confirma que houve a prisão

Por volta de meio dia desta segunda-feira, 18, uma equipe de policiais civis da 21ª Seccional e Superintendência deu cumprimento a um mandado de prisão da 1ª Vara Criminal de Marabá contra Jaqueline Alves Souza, acusada de falsificação de documento público, art. 297 do Código Penal Brasileiro. A prisão ocorreu durante a Operação Reverso, realizada para dar cumprimento a mandados de prisão antigos.
Segundo apurou a reportagem, Jaqueline teria falsificado certificado de graduação de ensino superior e a pena para esse tipo de crime é de reclusão, que varia entre dois a seis anos.
Jaqueline trabalha há mais de cinco anos na Câmara Municipal de Marabá e, atualmente, seria chefe de Gabinete do vereador Alécio Stringari.
Por volta das 14h10, a equipe de reportagem entrou em contato com Alécio para questioná-lo sobre o caso. Ele disse que estava naquele momento no município de Itupiranga e disse não ter conhecimento sobre a prisão de Jaqueline Souza, que ocorrera momentos antes. O vereador confirmou que ela trabalha em seu gabinete, a cerca de 5 a 6 anos e que já era uma funcionária ‘antiga da Casa’.
De fato, a prisão dela não teria nenhuma ligação com o trabalho que exerce no gabinete de Alécio Stringari.No site do Tribunal de Justiça do Estado do Pará consta mandado de prisão contra Jaqueline desde 2004. Sua prisão preventiva foi decretada, na época, pelo juiz Emerson Carvalho, da 4ª Vara Penal de Marabá.
Em dezembro de 2009, o juiz Antonio Francisco Gil Barbosa, titular da Comarca de Augusto Correa, mas auxiliando na Comarca de Marabá, durante mutirão para cumprimento da Meta 2 do Conselho Nacional de Justiça, determinou que os autos do caso de Jaqueline ficassem sobrestados na Secretaria até localização dela. Ao mesmo tempo, ele suspendeu o prazo prescricional, considerando-a foragida, decretando sua prisão preventiva, que só foi cumprido agora, mesmo ela trabalhando em órgão público municipal, a poucos metros do Fórum da Comarca de Marabá.
Curiosamente, por volta de 16 horas, a Reportagem do CORREIO conseguiu falar com Jaqueline por meio de um número de celular que um colega de trabalho dela repassou. A mulher mostrou-se surpresa com a notícia publicada no Portal e garantiu que não estava presa.
Convidada a dar sua versão sobre o caso, ela disse que primeiro se informaria sobre a acusação e que depois “dou minha versão para vocês, sim”.
Ela pediu a retirada da matéria, o que foi feito no primeiro momento, mas posteriormente o delegado Tiago Carneiro, superintendente regional de Polícia Civil do Sudeste confirmou a prisão de Jaqueline e disse que naquele momento ela estava sendo submetida a exame de corpo de delito.
Estranhamente, às 16h40, o número dela já parecia fora da área de serviço.
Vereador é ouvido
Por volta das 14h10, a equipe de reportagem entrou em contato com o vereador Alécio Stringari para questioná-lo sobre o caso, que alegou não ter conhecimento sobre a prisão de Jaqueline Alves Souza e que estaria no município de Itupiranga. O vereador confirmou que ela trabalha em seu gabinete, a cerca de 5 a 6 anos e que já era uma funcionária ‘antiga da casa’.
Reportagem: Correio de Carajás

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