Robson foi preso com o veículo roubado poucas horas após o crime/ Fotos: Ronaldo Modesto

Robson Vaz dos Santos e Marcelina de Abreu Silva foram apresentados na 20ª Seccional Urbana de Polícia Civil, em Parauapebas, no final da manhã desta quarta-feira (5), acusados de participação em assalto ocorrido logo cedo em uma residência do Bairro Vila Rica, onde uma família foi feita refém.
Robson foi alcançado em Curionópolis em posse da caminhonete S10 roubada e que pretendia levar até Marabá, segundo o delegado Elcio Fidelis de Deus, diretor da Seccional. Ele relata que a vítima procurou a unidade policial logo após o crime e uma equipe soube em seguida que o veículo em questão havia passado por alguns pontos da cidade.
Nós pegamos informações sobre dois veículos, uma motocicleta Honda Biz (também roubada) e uma caminhonete S10. Nos deslocamos para o local e durante o trajeto a gente foi colhendo outras informações, então tivemos a notícia da saída da caminhonete no sentido Curionópolis”, diz, informando que as polícias Civil e Militar da cidade vizinha foram acionadas imediatamente.
(Equipe) se deslocaram para a rodovia (PA-275), onde conseguiram surpreender a caminhonete. Fizeram a apreensão do veículo e nele estava Robson, que teria sido contratado para dirigir esse veículo até a cidade de Marabá”.
Conforme o delegado, a princípio Robson negou participação direta no assalto e afirmou apenas ter sido contratado para fazer o transporte do veículo, mas a Polícia Civil já identificou a participação de quatro pessoas no crime e tem a informação de que Robson estava na casa no momento do roubo.
Ele é uma pessoa que apesar de ser primário (não ter passagens) demonstra grande conhecimento em relação ao mundo do crime. Ele parece já ter envolvimento com essas pessoas que efetuaram esse assalto desde antes”, acrescentou.

Marcelina é acusada de ter dado apoio logístico ao bando

Durante a investigação, os policiais descobriram que Robson havia passado a noite em Parauapebas e chegaram até a casa de Marcelina, no Bairro dos Minérios, onde teria ocorrido a troca de motoristas da caminhonete. Ao ser abordada, inicialmente a mulher negou conhecer Robson, mas acabou confessando posteriormente, ao ser confrontada pelas informações colhidas pela Polícia Civil.
Ela participou do crime, deu apoio a logístico para que o crime fosse efetuado, então ela está sendo apresentada também, em razão dessa participação dela junto com o grupo criminoso. O delegado de plantão vai decidir que rumo vai tomar as investigações em relação à mulher”, definiu o diretor da Seccional.
Robson, acrescenta a autoridade policial, provavelmente foi escolhido para o transporte porque possuía emprego fixo em Curionópolis até recentemente e tinha ficha criminal limpa. “Seria a pessoa realmente ideal para poder levar essa caminhonete para Marabá”. O objetivo agora é qualificar o restante da quadrilha para solicitar mandados de prisão preventiva.CRIME
A dona da casa que passou momentos de terror acompanhada dos dois filhos concedeu entrevista ao Correio de Carajás. Sem querer se identificar, ela relatou como foi surpreendida, por volta das 7h20, ao abrir a porta dos fundos. “Foi logo após acordar, a casa ainda toda trancada. Quando abri eles estavam na porta, armados e apontando para a gente”, diz, informando que dois homens invadiram a casa.“Eles trancaram a porta e começaram a pedir chaves dos veículos, dinheiro, coisas de valor. Colocavam a gente no quarto e liberavam uma pessoa só por vez para ajudar eles a encontrarem as coisas. No fim amordaçaram a gente, amarraram os pés e mãos e deixaram a gente trancada”, conta a vítima.
Ela disse que um dos homens chegou a oferecer água a ela e a dupla permitiu que a mulher orasse para se acalmar. “Dei um grito quando vi a arma apontada pra mim, fiquei bem nervosa pelos meus filhos. Eles pedindo pra eu me acalmar, até me deram água. Pedi licença pra fazer uma oração que era a forma de me acalmar, ele disse que eu podia orar”, conta.
Conforme ela, a oração foi no sentido de que o assalto “ocorresse bem” e que os assaltantes deixassem a casa em paz. “Comecei a orar pra me acalmar naquele momento de desespero e que Deus conduzisse tudo bem, que ninguém saísse machucado, que pegassem as coisas e fossem em paz pra nos deixarem em paz também”, diz.
Reportagem: Luciana Marschall e Ronaldo Modesto – Correio de Carajás

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