O Ministério Público do Estado do Pará ofereceu duas novas denúncias contra o agente de trânsito Diógenes dos Santos Samaritano, já denunciado anteriormente por feminicídio em decorrência da morte da companheira, Dayse Dyana Sousa e Silva, morta em Parauapebas em 31 de março deste ano. O casal tinha um filho pequeno, que agora está com familiares. O caso ganhou grande repercussão em todo o estado.
A primeira denúncia foi oferecida em abril deste ano. Desta vez, a 1ª promotora de Justiça Criminal de Parauapebas, Magdalena Torres Teixeira, ofereceu denúncias pelo cometimento dos crimes de corrupção passiva, ameaça e prevaricação. Durante as investigações acerca da morte a Polícia Civil apreendeu cerca de 300 documentos de terceiros na residência do casal.

Foto: Zé Dudu

Carteiras Nacionais de Habilitação, CRLV (Certificados de Registro e Licenciamento de Veículos) e documentos de Identidade, conforme investigação, eram recolhidos nas ruas de Parauapebas pelo agente de trânsito, servidor do Detran. Diversas testemunhas prestaram depoimento e concluiu-se que que o agente recolhia documentos de motoristas que apresentassem alguma irregularidade e posteriormente cobrava de R$ 100 a R$ 1 mil para devolvê-los.
Além da corrupção passiva, que tem pena prevista de reclusão de dois a 12 anos, ele também foi denunciado por ameaça e prevaricação, isso porque em agosto de 2018 abordou o piloto de uma motocicleta em uma blitz e travou uma discussão com ele. Conforme a denúncia feita pelo condutor, Diógenes foi agressivo e tentou intimidar o piloto.
FEMINICÍDIO
A mesma promotora foi a responsável por denunciar Diógenes Samaritano pela morte de Dayse Dyana Sousa e Silva, na presença do filho do casal de apenas quatro anos de idade, crime que chocou toda a região. Além de Parauapebas, os dois eram conhecidos em Marabá, onde a família da vítima vive e onde Samaritano também foi agente de trânsito.
Conforme as investigações, no dia do crime, Dayse foi espancada até desmaiar e depois arremessada de uma janela do segundo andar do imóvel. As testemunhas disseram que desde o início do relacionamento a vida conjugal deles era bastante conturbada, permeada por contínuas agressões físicas, violências psicológicas, ameaças, privações financeiras e uma série de humilhações, promovidas pelo acusado.
No mês anterior, fevereiro, Samaritano havia sido condenado pelo crime de lesão corporal e ameaça cometido em outubro de 2016 contra a mulher. Na situação, ele teria quebrado o braço dela e provocado traumatismo craniano na mãe do próprio filho. Atualmente, o homem está recolhido no presídio Anastácio das Neves, em Santa Isabel.
Reportagem: Luciana Marschall – Correio de Carajás – Fotos: Reproduçāo

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