Raquel Silva teria se matado após exame provar que marido não tinha estuprado sua parente de 12 anos/ Foto: reprodução

Remorso por ter denunciado o marido à polícia por estupro de uma parente de 12 anos. Esse teria sido o motivo que levou Raquel de Jesus Silva, de 26 anos, a atentar contra a própria vida, provavelmente ingerindo veneno, em Parauapebas.
O caso aconteceu por volta de 0h10 do último domingo (26), na casa onde a vítima morava no Bairro Vale do Sol. Raquel ainda foi socorrida, mas morreu pouco depois de dar entrada no Hospital Geral de Parauapebas.
Em depoimento ao delegado Fernando da Silva Oliveira, a prima da vítima, Dilucicleia Santos da Silva, contou que no dia 20 deste mês Raquel estava bebendo com o marido, Diego da Conceição Santos, quando em dado momento os dois discutiram e ela o teria acusado de estuprar uma parente dela, de apenas 12 anos.
O homem foi denunciado à polícia e está preso na Carceragem do Rio Verde. No entanto, o exame sexológico atestou que a menina não sofreu conjunção carnal. Ao saber do resultado, Raquel teria entrado em desespero, por ter acusado o marido pelo crime.
Desde então, ela viria tentando tirar Diego da cadeia, tendo, inclusive, contratado um advogado e fazendo correntes de orações em uma igreja evangélica pela liberdade do companheiro.
Em um bilhete deixado por ela, Raquel pede perdão ao marido, dizendo que sentia muita falta dele porque ele sempre “se virava” para manter a casa e, com ele na cadeia, estava passando necessidades. Dilucicleia relata que a prima foi encontrada por uma cunhada dela, espumando pela boca.
A cunhada acionou o Serviço Móvel de Urgência (Samu) que levou a mulher para o Hospital Geral. Ela ainda ficou na sala vermelha, onde são internadas as pessoas em estado grave, mas logo depois veio a óbito.
Tina Santos – com informações de Ronaldo Modesto – Correio de Carajás – Fotos: Divulgação whatsapp

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