O número de países que registrou casos da doença inflamatória ligada à covid-19 que atinge crianças quase dobrou em uma semana, segundo o governador de Nova York, Andrew Cuomo – agora são 13. Nos EUA, já são 25 estados com registros da doença.
Ele não elencou os países nem os estados. Há relatos no Reino Unido, França e Espanha, além dos EUA. Até agora não há registro oficial de casos no Braisl, mas a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou um documento alertando para o caso, em parceria com Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Reumatologia.
Falando à imprensa na quinta-feira (21), o governador afirmou que Nova York investiga 159 casos da doença – um aumento de 53% nos últimos novos dias, segundo o The New York Times. “Quanto mais olhamos, mais encontramos“, disse. Em 12 de maio, o estado estava investigando 102 casos.
A condição, que vem sendo chamada de síndrome inflamatória multissistêmica, aparece geralmente semanas depois da infecção pelo novo coronavírus. As crianças, na maioria, não apresentam os sintomas virais da primeira fase da covid-19. Em vez de atingir os pulmões, o vírus causa inflamação em todo o corpo e pode danificar gravemente o coração.
A maioria das crianças que estão com a doença em Nova York até agora testou positivo para o vírus ou anticorpos para ele, disse Cuomo. Os pesquisadores estão examinando se as crianças infectadas eram geneticamente predispostas à síndrome, acrescentou o governador.
Reabertura
Cuomo afirmou que a reabertura de Nova York será feita de maneira segura. Dez regiões do estado começaram a relaxar as medidas restritivas. A cidade de Nova York, onde mais de 20 mil pessoas morreram de covid-19, continua em lockdown.
Você não reabre até que possa fazê-lo com segurança. Porque a última coisa que nós queremos é voltar para quando estávamos do outro lado da montanha“, diz, se referindo à pior fase da epidemia na cidade.
Por conta disso, as escolas continuam tendo aulas remotas durante o verão. Ele disse que ainda é cedo para afirmar se será possível ter aula presencial no outono – em setembro.
Fonte: O Correio