Decisão deve dar novo vigor à ocupação do Campus do Guamá

Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Pará (UFPA) aprovaram, ontem (9), a deflagração de uma greve a partir desta sexta-feira (11). A decisão deve reforçar, a partir de amanhã, a ocupação pelos estudantes do prédio da Reitoria da instituição, que entra hoje em seu quarto dia. Hoje, os professores decidem em assembleia às 15h se aprovam a greve e qual será o tempo do movimento. As três categorias têm em comum a pauta contra a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 55. Também ontem pela manhã, estudantes da Escola de Aplicação da UFPA, localizada na Avenida Perimetral, decidiram ocupar a escola.

Para esta sexta-feira, a partir das 9h30, o movimento, que conta com o apoio da direção e dos professores da instituição, está organizando um ato em São Brás. A diretora geral da Associação dos Docentes da UFPA (Adufpa), Sandra Cruz, informou que já se decidiu a apoiar os estudantes na ocupação. De acordo com ela, já são sete campi ocupados no Pará, além da discussão que acontece também no campus de Soure. “A palavra de ordem é ocupar tudo. Uma greve conjunta das três categorias”, adiantou.

As três categorias organizarão uma audiência pública conjunta para discutir os impactos dos cortes sobre o orçamento da universidade. A programação de amanhã, vinculada a uma paralisação nacional, inclui concentração no Mercado de São Brás. Segundo informações da Adufpa, os servidores do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) também decidiram paralisar as atividades e participar da manifestação de amanhã. Sandra informou que as categorias não discutiram o fechamento dos portões. “Estamos fazendo movimento com ocupação”, explicou.

O coordenador geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFPA e estudante do curso de Geografia, Eziel Duarte de Almeida, de 21 anos, espera que toda a instituição seja ocupada. Durante os três dias de ocupação vários debates já foram realizados, principalmente sobre assuntos que envolvem a PEC 55. Durante a manhã de ontem, aproximadamente de 80 alunos continuavam acampados no hall de entrada do prédio da reitoria. A primeira programação do dia foi uma aula pública sobre reforma do ensino médio, relacionada com a PEC 55. No debate os estudantes criticaram a grade curricular imposta que prejudicaria a preparação dos estudantes e sua cidadania.

Reportagem: OLiberal