Os professores da Universidade Federal do Pará (UFPA) decidiram, durante assembleia virtual realizada na quinta-feira (16), que não retornarão às atividades presenciais até o final deste ano, devido a pandemia da Covid-19.
O corpo de docentes também não quer o ensino remoto (à distância). Para os professores, a única saída é o cancelamento do segundo período do ano letivo de 2020. As posições definidas na assembleia serão defendidas pela entidade no Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) e na Comissão da Universidade que analisa o trabalho remoto e o retorno das atividades acadêmicas.
Na Assembleia, os professores reafirmaram o que classificam como a defesa da vida e manifestaram a preocupação com as condições de trabalho, de ensino e de saúde dos docentes e da comunidade universitária no período da pandemia. Na avaliação da categoria, não há segurança para o retorno das atividades presenciais na UFPA ainda neste ano.
Uma comissão foi formada para monitorar e analisar as condições de trabalho docente na Universidade. Na Assembleia, os professores também analisaram a conjuntura brasileira e aprovaram, por unanimidade, o engajamento na Campanha Fora Bolsonaro e Mourão, defendendo a saída imediata do atual Presidente da República.
O cenário não é dos melhores para nós, por conta dessa pandemia, da crise sanitária e ambiental, e da agenda de medidas neoliberais que aprofundam os ataques aos trabalhadores, o que deverá gerar mais tensionamento e cerceamento das liberdades. É um cenário de polarização aguda, que tende a uma maior instabilidade, em que precisamos estar articulados e mobilizados para defender nossos direitos”, apontou o diretor-geral da Associação dos Docentes da UFPA (ADUFPA), Gilberto Marques.
Diário Online