Na manhā desta sexta-feira (26), o delegado titular da 20ª Seccional Urbana de Polícia Civil, Gabriel Henrique, concedeu uma entrevista, e deu detalhes sobre a operação que colocou atrás das grades, seis membros de uma quadrilha que desviava minério de ferro e ouro do Projeto Salobo em Parauapebas, para a cidade de Arujá, no Estado de São Paulo.
Foram quase 30 dias de investigações, onde uma equipe de policiais civis e a empresa de segurança contratada pela Vale monitorou a ação dos acusados, levando a prisão de seis dos nove envolvidos no crime de furto qualificado e crime continuado, artigos 288 e 155.
De acordo com o delegado Gabriel Henrique, o Modus Operandi da quadrilha era o desvio da rota em torno de 50 metros, e em aproximadamente três a quatro minutos, os motoristas descarregavam o minério com as carretas em movimento, voltando logo em seguida à rota original. Além dos motoristas, os policiais descobriram que o balanceiro era conivente nos crimes, pois deixava que os mesmos passavam com as carretas vazias na balança, mas eram lançados no sistema o peso do minério que deveria estar nas carretas. Assim, os motoristas manobravam e voltavam ao projeto para um novo carregamento.
Entre os presos, estão um dos motoristas das carretas, o operador da máquina que juntava esse minério em uma propriedade na zona rural, o proprietário da terra, o balanceiro, um motorista da empresa Júlio Simões e mais uma pessoa envolvida no crime.
A quadrilha vinha agindo desde janeiro deste ano, e já teriam lucrado cerca de R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais). Foram 20 carregamentos avaliados em torno de R$ 350 mil à R$ 600 mil cada, sendo que o motorista recebia R$ 8.000,00 por carregamento, o dono da propriedade rural recebia R$ 800,00 por carga pelo uso do local, o operador da máquina recebia R$ 2.500,00 por carga. Os valores recebidos pelo resto da quadrilha nāo foi divulgado.
Os presos sāo: André Luis, Douglas dos Santos, José Rimar ,Marcione de Souza, Michelângelo de Albuquerque e os indiciados Elenildo Rocha , José Ricardo e Vanderson da Silva. Cinco dos seis presos já confessaram os crimes.

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