A revitalização do Polo Moveleiro, um dos centros de produção industrial de Parauapebas, voltou a ser realizada em janeiro deste ano. A redistribuição de lotes no local é o primeiro passo para as mudanças em prol da geração de emprego e renda para a população. Em 2006, quando o polo foi criado pelo então prefeito Darci Lermen, foi realizada a doação dos lotes, mas o termo de doação é condicionante: se não for cumprido, o lote retorna para o município.

O coordenador do Polo Moveleiro, Luís Carvalho, observa que o processo legal de doações é lento e burocrático. Primeiro, é realizada a reversão dos lotes utilizados de forma inapropriada para o patrimônio público. Após a finalização dos trâmites, pela Procuradoria Municipal, os lotes estão autorizados a serem doados novamente.

O secretário municipal de Desenvolvimento (Seden), Isaías de Queiroz, orienta: os moveleiros interessados na doação devem ir à Seden – que funciona no prédio da Prefeitura -, dirigir-se até a Coordenação do Polo Moveleiro e fazer um cadastro. “Mas isso não é para pessoas que vão iniciar na atividade. Esses lotes são pra quem já exerce a atividade de moveleiro. Isso tem que ficar bem claro”, enfatiza.

De acordo com Isaías, a preocupação do governo é dar oportunidade e novas opções de trabalho aos moveleiros. “Alguns estão pagando para trabalhar e queremos acabar com essa realidade. Algumas pessoas tinham o lote, mas não precisavam; e outros precisavam, mas não tinham. Por isso estamos realocando essas pessoas e dando condições de trabalho a elas. Nós precisamos desenvolver nossa economia e ser justos”, pondera o titular da Seden.

Os moveleiros Elivelton dos Santos e Antônio Alberto estão entre os contemplados com os lotes. “Muita coisa vai mudar: ao invés da gente gastar dinheiro (com aluguel) a gente vai zelar com que é da gente”, afirma Antônio. “Agora vamos registrar empresa, gerar renda, dar oportunidade pra outras pessoas que precisam de trabalho. Pra mim é importante porque vou contribuir com o município”, planeja Elivelton.

A Seden volta a ressaltar: o termo de uso assinado pelas pessoas que recebem os lotes do polo possui metas e prazos que têm que ser cumpridos para que a doação seja mantida.

Texto: Rayssa Pajeú Foto: Piedade Ferreira

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