Imagine um trenó do Papai Noel conduzido por botos ao invés de renas? Ou um presépio com arara azul, onça pintada e uma anta prestigiando o nascimento de Jesus? Unir o encantamento do natal com as belezas da Amazônia é a proposta da decoração natalina deste ano, em Parauapebas, que promete emocionar e reforçar a importância da preservação das riquezas naturais da região.
A cidade terá o I Natal Encantado da Amazônia. O início será dia 15 de dezembro, com uma cantata de natal em frente à Prefeitura, o ponto alto da decoração natalina, que também contemplará a PA-275.O tema da decoração foi proposto pela servidora pública Maria do Carmo Pereira (Duca), coordenadora de projetos da Secretaria Municipal de Cultura (Secult), com o objetivo de mostrar um pouco também do potencial da cidade para o ecoturismo.
Quem assina o projeto de identidade visual da decoração natalina de Parauapebas é o artista plástico Afonso Camargo, que também coordena a execução das atividades de confecção das peças, parte delas com materiais recicláveis. “Vamos ter muitas cores, e a representação da nossa fauna e flora. Pensamos em um projeto de decoração que promova a interação com o público”, detalha Afonso.
Com a iniciativa, o governo municipal pretende que o evento natalino se torne referência na região e atraia turistas. “Vai ser um natal diferente. Certamente chamaremos muito a atenção! Nossos visitantes terão a oportunidade de ver muita beleza, e a questão da preservação ambiental será reforçada”, destacou o prefeito de Parauapebas, Darci Lermem, que visitou na manhã desta segunda-feira (02) o galpão onde trabalham os artesãos envolvidos no projeto.
Decoração natalina e a geração de renda
Para a realização do projeto de decoração natalina, a Secult firmou um convênio com a Cooperativa Mulheres de Barro, no valor de R$ 482 mil, beneficiando mais de 200 artesãos que trabalham, ao mesmo tempo em que aprendem nas oficinas de artes ministradas pela Cooperativa.
Todas as peças da decoração estão sendo confeccionadas nestas oficinas e o material utilizado é comprado no mercado local, gerando renda e aquecendo ainda mais a economia.
Entramos no processo da decoração de natal, assim como entramos no festival junino, porque o nosso knou howé a realização de oficinas de artes. Isto significa que estamos formando pessoas para o mercado de trabalho artístico. Parauapebas tem um grande potencial de instrutores de arte e uma comunidade sedenta em aprender arte, então, oportunidades como estas fazem a diferença para a geração de renda e a potencialização da economia criativa”, destaca Sandra dos Santos, presidente da Cooperativa.
Texto: Karine Gomes – foto: Felipe Borges

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