Parauapebas registrou de janeiro a agosto deste ano, nada menos de 25.266 ocorrências envolvendo tráfico de drogas, realizadas pela Polícia Militar, conforme aponta o levantamento do 23° Batalhão. As ações foram registradas em 33 bairros do município.
O Bairro Tropical foi a região com o maior número de ocorrências, totalizando 6.010. Já o Bairro Popular 2 ocupa o segundo lugar, com 3.017 ocorrências referente a tráfico, e finalizando a trinca está o Bairro Apoena, somando 3.002 ocorrências.
O tenente-coronel Gledson Melo dos Santos, comandante do 23º BPM, concedeu uma entrevista para falar sobre os números envolvendo o tráfico na cidade. “Temos uma equipe de estatística que trabalha estas informações, através do georreferenciamento das localizações nos mapas, a gente pode visualizar mensalmente, e decidir onde direcionar o policiamento para cada tipo de ocorrência”, detalha o comandante.
Ainda de acordo com o tenente-coronel, denúncias por meio dos canais da PM informam sobre os possíveis locais de venda de drogas, mas é através das abordagens policiais, durante as rondas, que ocorrem o maior número de prisões. “Esta semana fizemos a prisão de cinco pessoas envolvidas com tráfico, parte de várias frentes de trabalho”, relata.
O comandante destaca que as estratégias são montadas mensalmente, pois, quando as fiscalizações aumentam nas áreas de maior ocorrência, o crime migra para outros bairros. Porém, o saldo das ações policiais está sendo positivo, resultando em mais prisões este ano, em comparação ao ano passado.
Ao ser questionando sobre os recorrentes casos de menores de idade envolvidos com esse tipo de crime, Gledson desta que o tráfico de drogas costuma utilizar da mão de obra adolescente, do menor de 18 anos, por saber que as penalidades a esta faixa etária são “mais brandas”.
O comandante destaca ainda que as “facções já chegaram em todos os municípios”, em Parauapebas, “a gente tem uma luta grande contra essas facções para não deixar que se instalem”, afirma.
Gledson cita que a polícia está levando vantagem contra o as facções. “Mesmo que o indivíduo não fique preso por muito tempo, a cada prisão que a gente efetua é um prejuízo para a organização criminosa”.
Como reflexo do tráfico, outros crimes ocorrem na cidade, como homicídios por disputa de área, roubos e furtos, e “viciados que cometem pequenos roubos”. Ainda assim, a PM registrou uma queda no número de roubos: em agosto do ano passado foram 277 casos e no mesmo período de 2020, o número caiu para 242.
Theíza Cristhine e Ronaldo Modesto – Correio de Carajás