Nesta segunda-feira (21), a partir das 18 horas, uma sessão solene da Câmara Municipal de Parauapebas entrega títulos de Cidadão Honorário a João Luiz dos Santos, Aurineide Lemos da Silva, Luíza Lourdes Fontana, Adalberto Murilo Barbosa de Sousa e Therezinha Aparecida Saçço Lima.
As honrarias foram propostas pelo presidente da Casa, vereador Luiz Castilho (Pros), e aprovadas por unanimidade pelos demais parlamentares.
Os homenageados são pessoas que têm história no município, com atuações diversas e trabalho reconhecido nas áreas da educação, saúde, assistência social, segurança pública e desenvolvimento econômico de Parauapebas.

João Luiz dos Santos
João Luiz é servidor público da Prefeitura de Parauapebas há 30 anos. Nestas três décadas, já trabalhou nas funções de motorista de ambulância, depois de caçamba e foi nomeado encarregado de obras, função que exerce até hoje na Secretaria Municipal de Obras (Semob), atuando, principalmente, na zona rural do município.
Na prefeitura, João Luiz prestou serviços nas secretarias municipais de Saúde e de Obras, participando dos primeiros serviços públicos executados pela prefeitura, como a criação de bairros, com destaque para o Bairro da Paz, com abertura e encascalhamento de ruas, e estradas vicinais nas vilas Cedere I, Cedere II (hoje Canaã dos Carajás), Cedere III, Racha Placa (hoje Mozarlândia, no município de Canaã) e Paulo Fonteles, além da construção da ponte de madeira sobre o Rio Parauapebas, nas proximidades do Clube City Parque.
João Luiz diz ter participado também das primeiras plantações de mudas de ipês de variadas espécies nas principais ruas, praças e avenidas da cidade, cujo florido vem enfeitando Parauapebas até hoje.
O homenageado, que é um pioneiro do município, pois mora em Parauapebas desde agosto de 1982. Aqui também constituiu uma bela família, composta pela esposa Silvana e pelos filhos Madian Isabel, João Júnior e Davi Luiz.
João é uma pessoa muito querida, solícita, sempre disposta a colaborar com quem precisa. Com tantos anos de dedicação ao serviço público, não poderia deixar de homenageá-lo, reconhecendo seus serviços com a concessão desse título, pois ele não é apenas um cidadão de Parauapebas, mas, também, um construtor desta cidade, literalmente”, argumentou Castilho, na ocasião da aprovação do Projeto de Decreto Legislativo n° 30/2019.Aurineide Lemos da Silva
Carinhosamente conhecida como Irmã Aurineide, ela nasceu na cidade cearense de Canindé e veio para Parauapebas no final da década de 1980. É casada com Manoel José da Silva, com quem tem os filhos Eduardo, Carlos Henrique e Felipe, todos nascidos em Parauapebas.
Durante todo este tempo no município, Irmã Aurineide se dedicou à produção de bolos confeitados dos mais variados tipos. No início, enfrentou muitas dificuldades, principalmente por falta de transporte para entrega das encomendas. O transporte mais popular da época era formado por carroças movidas por tração animal.
Caridosa, apesar das dificuldades, Irmã Aurineide sempre buscou ajudar o próximo e por isso teve uma participação muito grande no desenvolvimento de Parauapebas, não apenas como doceira, mas também por suas ações sociais.
Desde que chegou à cidade, Irmã Aurineide acolheu centenas de famílias que buscavam em Parauapebas oportunidade de melhores condições de vida. Se esforçou para ajudar, doava alimentos, distribuía carnes e até comprava remédios.
Ela também fazia visitas às pessoas hospitalizadas no antigo Sesp (Serviço Especial de Saúde Pública), atual Hospital Municipal, ajudando com conforto espiritual, roupas, cesta básica e outros benefícios.
Uma mulher forte, trabalhadora, dedicada a fazer o bem, além de empreendedora, que contribuiu para o desenvolvimento de Parauapebas, é merecedora de todas homenagens que lhe forem feitas”, enfatizou Luiz Castilho, ao propor a honraria por meio do Projeto de Decreto Legislativo n° 14/2020.Luíza Lourdes Fontana
Nascida em Capinzal (SC), dona Luíza veio para Parauapebas no início dos anos 1980, acompanhando o marido Nazareno dos Santos Neves, que trabalhava para uma empresa terceirizada da Vale. Pouco tempo depois, o casal passou a administrar o Carajás Social Clube, localizado na Vila N5, composto por restaurante, lanchonete, bar, cinema, campos de futebol, quadras de esporte, além de piscina e outras estruturas.
Luíza e Nazareno administraram o clube pelo período de 16 anos e meio, chegando a atender a aproximadamente 11 mil trabalhadores com refeições em 14 pontos de restaurantes das empresas espalhados nas minas de implantação do Projeto Carajás, com a mão de obra de até 120 colaboradores na produção e distribuição dos alimentos, em três turnos de trabalho.
Enfrentaram muitas dificuldades na época, para trazer os insumos, pois não havia comércio em Parauapebas com capacidade para abastecer o estabelecimento e pela dificuldade de chegar a Marabá, que era a cidade mais próxima.
Encerrando o contrato com o Clube Serra Norte, Luíza e Nazareno passaram a operar com refeitório ainda em Serra dos Carajás por cerca de três anos, servindo refeição para operários do projeto, em local cedido pela Vale.
Descendo a Serra de Carajás para a sede do município de Parauapebas, o casal continuou no ramo de produção e comercialização de alimentos, com a instalação de restaurante na cidade e produção e cultivo agrícola, em especial com hortifrutigranjeiros, num lote localizado na Apa do Gelado.
A história de trabalho de dona Luíza, que contribuiu muito com a geração de emprego e renda, ajudou a construir Parauapebas. Uma pioneira que merece ter sua trajetória reconhecida”, destacou Luiz Castilho no Projeto de Decreto Legislativo n° 15/2020, no qual concede a honraria.Adalberto Murilo Barbosa de Sousa
Ele tem 54 anos de idade, dos quais 20 são dedicados ao trabalho na segurança pública.
Os frutos de seu trabalho e dedicação à área de segurança pública são notórios e admirados por toda comunidade de Parauapebas.
Diretor da carceragem da Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (Susipe) em Parauapebas no período de julho de 2015 a agosto de 2020, Murilo deixou um legado de conquistas, superação e dezenas de detentos ressocializados.
Murilo já atuou nas funções de agente prisional, inspetor, chefe de segurança, vice-diretor e diretor de presídio.
Como diretor da carceragem de Parauapebas, sempre buscou possibilitar aos detentos qualificação profissional e aproximação com suas respectivas famílias.
Nos cinco anos de atuação na direção da carceragem da Susipe em Parauapebas, Murilo Barbosa prestou, em parceria com a sociedade local, serviço social adequado, saúde, evangelização, ministrada por grupos missionários ecumênicos; entretenimento, direito a advogado, visita de familiares, criação de coral, cursos de qualificação, com geração de renda; preparo para conclusão do ensino fundamental e médio e uso da lei de execução penal, evitando, inclusive, as constantes fugas em massa dos detentos.
Uma grande conquista da gestão de Murilo foi a parceria com o Poder Judiciário e a Prefeitura Municipal, para a construção de um solário nas instalações da carceragem no Rio Verde para os detentos tomarem banho de sol. Hoje a carceragem de Parauapebas é a única cadeia no Estado do Pará com este benefício.
Dentre todas as conquistas de Murilo à frente da Susipe em Parauapebas, a principal foi, sem dúvida, a ressocialização dos detentos. As ações sociais, ecumênicas e educativas foram fundamentais para mostrar aos presos que existem alternativas de trabalho, emprego e renda, e que estava ao alcance de cada um deles trilhar um novo caminho”, relatou Luiz Castilho na justificativa do projeto de decreto Legislativo n° 16/2020.Therezinha Saçço Lima
Carinhosamente apelidada como Teka, ela tem uma história marcada pela dedicação ao ensino e às artes cênicas.
Nascida no município de Juiz de Fora (MG) no ano de 1946, Teka é filha de Nicolino Saçço e de Josefina Mendes Saçço, e é a mais velha de uma família com 10 filhos.
Teka é casada com José Geraldo de Lima há 55 anos. Dessa linda união vieram os filhos Karlo, Kátia e Patrícia, todos educadores como a mãe, seis netos e um bisneto.
A história de Teka com as artes cênicas e a educação começou cedo, inspirada em sua mãe. Aos 14 anos de idade, vendo a atuação da mãe em sala de aula, passou a vislumbrar o tablado como palco e alunos como plateia. Foi assim que decidiu forma-se em pedagogia e também fez curso em artes cênicas.
Foi em 1991 que Teka chegou a Parauapebas, cidade na qual deu continuidade a uma carreira de dedicação na área da educação. Trabalhou nas escolas Pitágoras, Euclides Figueiredo, Eduardo Angelim, Paulo Fonteles, Cecília Meireles e Irmã Dulce, além dos projetos Pipa e Eca, do governo municipal.
Paralelo à ministração de aulas nas escolas, Teka sempre colocou seus conhecimentos de artes cênicas em prática, sua paixão desde a adolescência, ensinando, escrevendo, dirigindo e apresentando peças teatrais em projetos sociais da cidade.
Atualmente, trabalha na Secretaria Municipal de Educação, no setor de valorização do servidor, ministrando cursos de atualização. Ainda está escrevendo um livro sobre sua trajetória.
Este ano, Teka completou 60 anos de atuação na sala de aula, sem nunca ter deixado um único ano de lecionar. São bodas de diamante com a profissão que tanto ama, consolidada pela competência, compromisso, entusiasmo e alegria ao compartilhar seus conhecimentos.
Doação e amor descrevem bem a atuação da nossa querida Teka, que dedicou sua vida à educação em nosso município, transformando a vida de muitas pessoas. Sua vida é um presente”, disse emocionado Luiz Castilho, que propôs a entrega do título por meio do Projeto de Decreto Legislativo n° 17/2020.